Micro-história e Literatura: um encontro possível

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/ranpoll.v56.2048

Palavras-chave:

história, literatura, narrativa ficcional, narrativa histórica, microhistória

Resumo

O referente artigo visa demonstrar diálogos entre a metodologia da micro-história, trabalhada por meio de autores como Beatriz Vieira (2012), Carlo Ginzburg (1980), Henrique Espada Lima (2006, 2012) e Giovanni Levi (1992, 2020), e a Literatura, mediante a leitura de teóricos como Gyorgy Lukács (2000, 2011) e Eric Auerbach (1971). A hermenêutica do filósofo francês Paul Ricoeur (2012a, 2012b, 2012c) propõe diversos conceitos de História, ficção e memória, que, na prática da micro-história, auxiliam a compreender o contexto cultural, social e psicológico do passado, criando o que autor entende enquanto verdade. Portanto, é preciso questionarmo-nos das nuances das indagações que se levantam sobre o caráter e definição entre história e ficção. A resposta parece estar na existência uma da outra, ainda que consideremos o valor constitucional do “real” e uma estética de recepção.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mariana Soletti da Silva, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil | Queen Mary University of London, Research Associate, London, England, United Kingdom

Mestra em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Doutoranda em Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Bolsista CAPES. 

Antonio de Ruggiero, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Doutor em História Moderna e Contemporânea pela Università degli Studi di Firenze - Itália. Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PPGH/PUCRS).

Referências

ADORNO, T. W. Posição do narrador no romance contemporâneo. In: ADORNO, T. Notas de Literatura I.

São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2003. p. 55-56.

AUERBACH, E. Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Editora Perspectiva, 1971.

GINZBURG, C. “L’autre Moyen Age de Jacques Le Goff, Critique”, t. XXXVI, n. 395, p. 353-354, abril 1980.

GINZBURG, C. Sinais: raízes de um paradigma indiciário. In: GINZBURG, C. Mitos, Emblemas e Sinais. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 177.

LEVI, G. Micro-história e história global. In: VENDRAME, M.; KARSBURG, A. (org.). Micro-história, um método em transformação. São Paulo: Letra e Voz, 2020. p. 135-163.

LEVI, G. Sobre a Micro-história. In: BURKE, P. (org.). A escrita da história. Novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992.

LIMA, H. E. Con il poco farete assai: a microstoria de Carlo Ginzburg. In: LIMA, H. E. A micro-história italiana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. p. 277-363.

LIMA, H. E. Micro História. In: CARDOSO, F. C.; VAINFAS, R. Novos Domínios da História. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. p. 212-220.

LUKÁCS, G. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2000.

LUKÁCS, G. A forma clássica do romance histórico. In: LUKÁCS, G. O romance histórico. São Paulo: Boitempo, 2011. p. 34-111.

RICOEUR, P. Memory, History and Forgetting. Chicago: University of Chicago Press, 2004.

RICOEUR, P. Time and Narrative. Chicago: University of Chicago Press, 2012a. v.1.

RICOEUR, P. Time and Narrative. Chicago: University of Chicago Press, 2012b. v.2.

RICOEUR, P. Time and Narrative. Chicago: University of Chicago Press, 2012c. v.3.

VIEIRA, B. M. Carlo Ginzburg (1939–). In: PARADA, M, (Org.) Os historiadores: clássicos da História, vol.3 - de Ricoeur a Chartier. Petrópolis: Vozes, 2014, p. 58-252.

Downloads

Publicado

2025-12-19

Como Citar

Soletti da Silva, M., & Ruggiero, A. de. (2025). Micro-história e Literatura: um encontro possível. Revista Da Anpoll, 56, e2048. https://doi.org/10.18309/ranpoll.v56.2048

Edição

Seção

Estudos Literários