Temas morfossintáticos em análises variacionistas no Brasil (2000-2019)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/ranpoll.v52iesp.1585

Palavras-chave:

Sociolinguística, Morfossintaxe, Perspectivas Recentes, Variação, Historiografia Linguística

Resumo

Este artigo traz um panorama das opções de tratamento dispensadas aos temas morfossintáticos no âmbito do GT de Sociolinguística da ANPOLL. Com esse propósito, são apresentados quatro grupos, ilustrados com teses orientadas por membros do GT. Tais grupos incluem (i) trabalhos realizados sem um compromisso com outra corrente teórica além do modelo da Teoria da Variação e Mudança Linguística, utilizando grupos de fatores testados e resultados de outras pesquisas; mostram, em sua maioria, a sistematicidade do Português Brasileiro e fornecem alicerce para novos estudos sobre os temas analisados; (ii)  trabalhos que partem da associação com correntes funcionalistas e formalistas, sendo orientados por hipóteses que permitam explicar os processos de variação e mudança; (iii) trabalhos que utilizam os resultados de temas já estudados para avaliar hipóteses de natureza psicológica ou social, como estilo, atitude, identidade; ou (iv) trabalhos que buscam utilizar esses resultados como argumento em favor de posicionamentos teóricos, seja para apontar limitações da teoria da variação diante de outros modelos, seja para mostrar que é possível uma articulação teórico-metodológica entre os campos variacionista, funcionalista e enunciativo-discursivo para pesquisa da variação/mudança linguística. Na conclusão são apresentadas tendências observadas e algumas reflexões, que visam a contribuir para a vitalidade dessa subárea da linguística.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Metrics

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Jania Martins Ramos, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Doutora pela Universidade Estadual de Campinas (1992), Mestre em Linguística (UFMG, 1983), Estágios de pósdoutorado na Universidade de São Paulo (2000) e na Universidade, Federal do Rio de Janeiro (2014), participou como Visiting Scholar na Universidade de Maryland (2000) e na Universidade de Tübingen (2001). Docente na Universidade Federal de Minas Gerais (1994-2015) e na Universidade Federal de Ouro Preto (1981-1993). Pesquisadora CNPq (1998-2017); FAPEMIG(2007-2012). Autora de livros e artigos na área de sociolinguística.  

Maria Eugenia Lammoglia Duarte, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Maria Eugenia Lammoglia Duarte é Mestre em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Titular da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora 1B do CNPq, desenvolve e orienta análises contrastivas de variedades do português no contexto das línguas românicas, com interesse especial em fenômenos relacionados ao sistema pronominal do português brasileiro e a fenômenos relacionados à ordem de constituintes. Utiliza o
modelo da Teoria da Variação e Mudança, tomando como componente gramatical a Teoria de Princípios e Parâmetros. Publica regularmente artigos em periódicos e capítulos no Brasil e no exterior.

Referências

BRAGANÇA, Marcela Langa Lacerda. Uma proposta de articulação teórico-metodológica entre os campos variacionista e dialógico para o tratamento da variação/mudança: reflexões a partir da expressão do futuro do presente. 2017. 696 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2017.

CALAZANS, Poliana Claudiano. A marcação da concordância verbal de terceira pessoa do plural no português de contato dos Guarani do Espírito Santo. 2018. 148 f. Tese. (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2018.

COELHO, Adriana Lopes Rodrigues. A representação anafórica do objeto direto de 3ª pessoa: uso e avaliação linguística subjetiva no processo de ensino-aprendizagem. 2019. 178 f. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2019.

SALOMÃO-CONCHALO, Mircia Hermenegildo. A variação estilística na concordância nominal e verbal como construção de identidade social. 2015. 313 f. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, 2015.

CORRÊA, Cristina Márcia Monteiro de Lima. Concordância verbal de terceira pessoa do plural em comunidades rurais e urbanas do Estado do Rio de Janeiro: avaliação e produção. 2019. 183 f. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2019.

DUARTE, Maria Eugenia Lammoglia. O sujeito em peças de teatro (1833-1992) - Estudos diacrônicos. São Paulo: Parábola Ed., 2012.

DUARTE, Maria Eugenia Lammoglia. RAMOS, Jânia, M. Variação nas funções acusativa, dativa e reflexiva. In: MARTINS, Marco Antônio; ABRAÇADO, Jussara (Orgs.). Mapeamento Sociolinguístico do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015. p. 173-198.

FREIRE, Gilson Costa. As realizações do acusativo e dativo de terceira pessoa na escrita brasileira e lusitana. 2005. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2005.

LESSA, Márcia da Silva Mariano. Ordenação de circunstanciais temporais e locativos na escrita jornalística contemporânea. 2012. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2012.

LUCENA, Rachel de Oliveira Pereira Pronomes possessivos de segunda pessoa: a variação teu/seu em uma perspectiva histórica. 2016. 220 f. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2016.

MACHADO VIEIRA, Márcia dos Santos; WIEDEMER, Marcos. Plano de trabalho (2018-2020). GT de Sociolinguística da ANPOLL. Lista dos Membros. 2020. Disponível em http://anpoll.org.br/gt/sociolinguistica/wp-content/uploads/sites/38/2013/03/Sociolingui%CC%81stica-Plano-de-Trabalho.pdf . Acesso em 10 out 2020.

MARTINS, Marco Antonio. Competição de gramáticas do português na escrita catarinense dos séculos 19 e 20. 2009. 326 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2009.

MARTINS, Marco Antonio. A colocação de pronomes clíticos na escrita brasileira: para o estudo das gramáticas do português. Natal: EDUFRN, 2012.

MARINS, Juliana Esposito. As repercussões da remarcação do Parâmetro do Sujeito Nulo: um estudo diacrônico das construções existenciais com ter e haver no PE e no PB. 2013. 166 f. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2013.

MELO, Elaine. Influência das línguas Bantu nas construções de tópico no PB. 2015. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2015.

MORAES, Raquel Maria Campos Menezes de. Dêiticos de Lugar e Esquemas Imagéticos no Galego, Português Europeu e no Português Brasileiro Contemporâneos. 2018. 202. f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.

OLIVEIRA, Alan Jardel de. "Comendo o final das palavras": análise variacionista da haplologia, elisão e apócope em Itaúna/MG. 2012. 296 f. Tese (Doutorado em Linguística Teórica e Descritiva) - Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Letras, 2012.

PEUL – Programa de Estudos sobre o Uso da Língua - As entrevistas das Amostras Censo 1980 e Censo 2000, disponíveis em peul.letras.ufrj.br, estão digitalizadas; áudio e transcrição estão alinhados através do software Exmaralda, o que possibilita maior agilidade no levantamento de dados, através do sistema de busca do referido pacote além de análise acústica dos dados já que áudio e transcrição podem ser exportados para o Praat.

RIBEIRO, Celeste Maria da Rocha. Contato Linguístico e a Concordância de Número no Sintagma Nominal no Português de Oiapoque/AP. 2018. 214 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2018.

SCHERRE, Marta; DIAS, Edilene; ANDRADE, Carolina; MARTINS, Germano. Variação dos pronomes ‘tu’ e ‘você’. In: MARTINS, Marco Antonio; ABRAÇADO, Jussara (Orgs.). Mapeamento Sociolinguístico do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015. p. 133-172.

SOARES DA SILVA, Humberto. Evidências da mudança paramétrica em dados da língua-E: o sujeito pronominal no português e no espanhol. 2011. Tese (Doutorado em Língua Portuguesa) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2011.

VAREJÃO, Filomena de Oliveira Azevedo. Variação em estruturas de concordância verbal e em estratégias de relativização no português europeu popular. 2006. Tese (Doutorado em Letras Vernáculas) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, Pós-Graduação em Letras Vernáculas, 2006.

BISOL, L.; MENON, O. P. S.; TASCA, M. VARSUL, um banco de dados. In: VOTRE, Sebastião; RONCARATI, Claudia (Orgs.). Anthony Julius Naro e a linguística no Brasil: uma homenagem acadêmica. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008. p. 50-58.

VIANNA, Juliana S.; LOPES. Célia. Variação dos pronomes ‘nós’ e ‘a gente’. In: MARTINS, Marco Antonio, ABRAÇADO, Jussara (Orgs.). Mapeamento Sociolinguístico do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015. p. 109-132.

VITRAL, Lorenzo; RAMOS, Jania. Gramaticalização: uma abordagem formal. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Belo Horizonte: Editora da Faculdade de Letras da UFMG, 2006.

Downloads

Publicado

2021-09-27

Como Citar

Ramos, J. M., & Duarte, M. E. L. (2021). Temas morfossintáticos em análises variacionistas no Brasil (2000-2019). Revista Da Anpoll, 52(esp), 64–81. https://doi.org/10.18309/ranpoll.v52iesp.1585

Edição

Seção

GT de Sociolinguística, 35 anos depois: reflexões e cenários