Entre metaficção e metafísica, ou como não interpretar Pale Fire

Tauan Fernandes Tinti

Resumo


O presente trabalho se propõe a explorar o problema da autoconsciência metaficcional na obra de Vladimir Nabokov a partir da figura de John Shade, o autor fictício de “Pale Fire”, poema que integra o peculiar romance de mesmo título. A reflexão metafísica de Shade, ao ser separada do romance que a contém – uma possibilidade concretizada por uma edição de 2011 do poema, produzida pela Gingko Press –, serve então como via de acesso para se considerar a relação entre os diversos artistas criados por Nabokov e o próprio escritor. Isso levará, por sua vez, à investigação da concepção de natureza subjacente à sua obra, calcada na ideia de um criador bondoso que parece servir de modelo tanto para alguns de seus personagens quanto para a própria arte de Nabokov.

Palavras-chave


Vladimir Nabokov; Pale Fire; Metaficção; Modernismo tardio; Mimetismo natural.

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i43.695

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