Sob a elegância de outrora: comodificação social e afetiva no fin‑de‑siècle de Oscar Wilde e Marcel Proust

la mercantilización social y emocional en el fin de siglo de Oscar Wilde y Marcel Proust

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2122

Palavras-chave:

Oscar Wilde, Marcel Proust, Fin-de-siecle

Resumo

Este artigo, de caráter ensaístico, elabora uma leitura comparativa entre Oscar Wilde e Marcel Proust. Para tal, utiliza-se de O retrato de Dorian Gray, publicado originalmente por Oscar Wilde em 1890, e da saga À la recherche du temps perdu, de Marcel Proust, em especial o primeiro volume, Du côté de chez Swann, disseminado em 1913. Empregando como embasamento teórico as postulações de escritores como Ann Bermingham (1995), Emily Eells (1999; 2009; 2016), Lucia Re (2005), Pamela Fletcher e Anne Helmreich (2019) e Walter Benjamin (1986), notamos, por exemplo, o papel da sociabilidade e do consumo afetivo como dispositivos de organização e edificação para a subjetividade moderna das classes abastadas. Longe de funcionarem apenas como pano de fundo cultural, as performances sociais operam como mecanismos que constroem, por vias e em lugares distintos, a estética de um tempo entrecruzado. Em outras palavras, Wilde e Proust, escrevendo a partir de posições sociais vinculadas à alta cultura fin-de-siècle, apresentam, em suas obras, a forma como diferentes estratos sociais dialogavam e se tensionavam nas últimas décadas do século dezenove.

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Biografia do Autor

Manoel Carlos Dos Santos Alves, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

Doutorando do Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura (PPGLitCult - UFBA) e Mestre em Literatura e Cultura, com pesquisa financiada pela CAPES, por intermédio do mesmo Programa, Manoel Carlos dos Santos Alves é graduado em Letras - Inglês, pela Universidade Federal da Bahia. Publicou, no ano de 2020, as seguintes obras: Dark Mirror e Nossa Última história de amor. Em 2021, organizou a coletânea Crônicas Soteropolitanas. Gramática do lar (2021) é o seu primeiro romance. Em 2022, foi contemplado com o ABEI/ESP Grant to a Junior Researcher, prêmio cedido pela Associação Brasileira de Estudos Irlandeses. Em 2024, foi semifinalista do Prêmio UFBA de Teses e Dissertações 2023. Como fruto da sua dissertação de mestrado, escreveu o posfácio e redigiu as notas de O Retrato de Dorian Gray (2024), publicado pela editora Antofágica. Escreveu, também, o posfácio de O fantasma de Canterville, publicado, em 2024, pela mesma editora.

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Publicado

2026-11-05

Como Citar

Dos Santos Alves, M. C. (2026). Sob a elegância de outrora: comodificação social e afetiva no fin‑de‑siècle de Oscar Wilde e Marcel Proust: la mercantilización social y emocional en el fin de siglo de Oscar Wilde y Marcel Proust. Revista Da Anpoll, 57, e2122. https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2122

Edição

Seção

Estudos Literários