Pode a subalterna learn-teach English? Práticas afrorreferenciadas no ensino de inglês em São Paulo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2098

Palavras-chave:

educação afrorreferenciada, Ensino de Inglês, Escrevivência, Professoras negras

Resumo

Este artigo deriva da dissertação de mestrado Pode a subalterna speak English? Escrevivências com professoras de inglês negras (Lima, 2025), desenvolvida no campo da Educação e fundamentada nos estudos decoloniais, no letramento racial crítico e na escrevivência (Duarte; Nunes, 2020). O trabalho investiga práticas pedagógicas afrorreferenciadas desenvolvidas por professoras de inglês negras atuantes em São Paulo, nas redes pública e privada de ensino. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi construída a partir de entrevistas semiestruturadas e da elaboração de escrevivências baseadas nas narrativas das docentes, analisadas à luz das discussões sobre colonialidade, linguagem, raça e educação. O objetivo é compreender de que modo experiências de racialização e enfrentamento ao racismo influenciam escolhas pedagógicas e ressignificam o ensino de língua inglesa. Os resultados evidenciam que práticas afrorreferenciadas transformam o ensino de inglês em espaço de reconhecimento identitário, resistência política e construção de pertencimento. Além de fortalecer a autoestima de estudantes negros, tais práticas contribuem para a democratização do acesso à língua inglesa e para a construção de uma educação crítica e antirracista. Conclui-se que a escrevivência opera simultaneamente como metodologia de pesquisa e ato político de (re)existência, capaz de tensionar a colonialidade e afirmar saberes historicamente marginalizados.

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Publicado

2026-08-26

Como Citar

Lima, B. R. (2026). Pode a subalterna learn-teach English? Práticas afrorreferenciadas no ensino de inglês em São Paulo. Revista Da Anpoll, 57, e2098. https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2098

Edição

Seção

Dossiê: Políticas linguísticas nas escolas do Sul Global