Interseccionalidades nos estudos de internacionalização: uma visão geral da pesquisa brasileira
DOI:
https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2097Palavras-chave:
gênero, raça e classe socioeconômica, internacionalização da educação superior, interseccionalidadeResumo
Esta revisão sistemática examina a intersecção de raça, gênero e classe social no contexto da Internacionalização da Educação Superior (IES) no Brasil. Historicamente, a educação nacional respondeu às demandas da elite, reproduzindo valores e conhecimentos eurocentrados. Mais recentemente, observamos crescente interesse de diferentes áreas interdisciplinares pela IES, com um movimento em direção a perspectivas mais críticas, decoloniais e diversas. Investigamos como pesquisadores brasileiros analisam as interseccionalidades entre marcadores sociais de desigualdade nos processos de internacionalização, com base em publicações indexadas em duas bases de dados entre 2015 e 2022 e no referencial teórico da interseccionalidade e da decolonialidade. Os resultados indicaram um pequeno número de publicações sobre esses temas e interesse contínuo no programa Ciência sem Fronteiras (CsF). A predominância de um perfil privilegiado entre participantes de programas de mobilidade acadêmica evidenciou a necessidade de planejamento e de ações voltadas à compreensão dos aspectos sociais, históricos e políticos que perpetuam exclusões. Além disso, consideramos relevante abordar as marcas coloniais na dinâmica social contemporânea e reconhecer a colonialidade do poder presente nas políticas linguísticas voltadas à internacionalização educacional por meio de pesquisas mais engajadas politicamente.
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