A Base Nacional Comum Curricular e o Ensino de Língua Inglesa: Entre a Política Linguística e o Enfrentamento da Hegemonia no Sul Global
DOI:
https://doi.org/10.18309/ranpoll.v57.2079Palavras-chave:
Políticas Linguísticas, Base Nacional Comum Curricular, Ensino de Língua Inglesa, HegemoniaResumo
Este trabalho objetiva uma análise da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como documento normativo materializando uma política linguística no Brasil e os desdobramentos dela para o ensino e aprendizagem de inglês em uma relação de poder hegemônica no sul global. Como aporte teórico para a discussão sobre políticas linguísticas e o ensino da língua inglesa, nos baseamos nas/nos seguintes autoras/es Silva (2024); Calvet (2002), Rajagopalan (2013), Spolsky (2016); Shohamy (2006), Maciel (2013), Pennycook (2016) e Silva; Xavier (2021). Sobre o método empregado nesta pesquisa, ela utilizada o paradigma pesquisa qualitativa (Denzin; Lincoln, 2006), por meio de pesquisa bibliográfica e documental (Kripka; Scheller; Bonotto, 2015) para subsidiar a análise crítica do documento. Os resultados apontam a urgência de se compreender a BNCC como uma política linguística hegemônica e colonial da língua inglesa no Sul Global, corroborando a necessidade de se questionar pressupostos teóricos e metodológicos tais como “Inglês como Língua Franca”. Como principais contribuições da presente pesquisa, possibilidades de se questionar a política linguística da Base, impulsionado pela importância do papel do professor em um movimento de decolonizar a BNCC, repensando novas políticas linguísticas que, de fato, possam refletir a diversidade dos estudantes brasileiros.
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