O sertão como Paisagem: a relação subjetiva do espaço em Galileia, de Ronaldo Correia de Brito

Ana Carolina Negrão Berlini de Andrade

Resumo


Este artigo pretende analisar as relações entre subjetividade e espaço no romance Galileia (2009), de Ronaldo Correia de Brito. Nessa obra, percebemos que a descrição do sertão, espaço onde transcorre a narrativa, é mediada pela psicologia do narrador-protagonista, cujos estados emocionais direcionam a apreensão e a criação de uma Paisagem literária, segundo terminologia de Michael Jakob. Assim, o nosso objetivo é demonstrar como são construídas as imagens espaciais, utilizando, para tanto, as concepções de Jakob, para quem a Paisagem literária é marcada pelas relações de subjetividade e de distanciamento do sujeito em relação à natureza. A fim de explicitar a construção da espacialidade em Galileia, também utilizaremos o conceito de cronotopo, de Bahktin (1988), e de memória-acontecimento, de Mariana Luz Pessoa de Barros (2011).


Palavras-chave


Ronaldo Correia de Brito; Galileia; Sertão; Paisagem literária; Michael Jakob

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v51i3.1438

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