O gênero poetry slam: reexistência e construção da identidade negra como um grito das vozes do sul

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18309/anp.v51i2.1392

Palavras-chave:

Slam, Gênero do Discurso, Reexistência, Identidade Negra, Vozes do Sul

Resumo

Partindo do poder de intervenção e invenção da linguagem (ROCHA, 2006, 2014), este trabalho objetiva compreender o poetry slam como gênero discursivo contemporâneo de reexistência (SOUZA, 2011) que ecoa vozes de sujeitos subalternizados sócio-historicamente – especialmente jovens negros das periferias – nossas vozes do sul. A proposta teórico-metodológica foca-se na análise discursiva do poema-slam intitulado "Século XXI", do slammer carioca Weslley Jesus (WJ), disponível no YouTube. As análises apontam para posicionamentos de resistência aos discursos hegemônicos que legitimam a necropolíticas voltada para jovens negros das periferias brasileiras. Essas vozes apropriam-se da linguagem como instrumento estético-político-ideológico produzindo resistência ao racismo e a outras formas de opressão. Os resultados apontam para a importância de outros estudos sobre slam de modo a aprofundar as análises acerca desse gênero de reexistência, trazendo para o centro do debate vozes e demandas de sujeitos apartados da produção de conhecimento.

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Biografia do Autor

Natália Barreto Felix, PPRER - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,

Graduada em Letras - Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). No período em que esteve na universidade, foi orientada pelo professor Alessandro Boechat, desenvolvendo o seguinte tema: Nominalizações em -ada. Participou do grupo de pesquisa em Linguística Gerativa por um ano (2010/2011). No ano de 2014, foi admita no Instituto Marcos Freitas, onde trabalhou como professora de Língua Portuguesa até julho/2018. Atualmente, cursa o mestrado em Relações Étnicorraciais, pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet -RJ). Orientada por Talita Oliveira, o tema desenvolvido em sua pesquisa é: Slam: construções de identidades negras a partir de letramentos marginais.

Talita de Oliveira, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,

Possui Bacharelado e Licenciatura em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999), Mestrado pelo Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e Doutorado em Letras (Estudos da Linguagem) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2012). Atualmente é professora titular do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (efetivo) do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ). É docente do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais (PPRER) e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e Ensino (PPFEN) na mesma instituição. É, também, bolsista de produtividade acadêmica da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação CECIERJ, Consórcio CEDERJ) e atua como coordenadora de disciplina no Curso de Tecnologia em Gestão de Turismo, modalidade EAD. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, Sociolinguística Interacional e Estudos Narrativos e Identitários de orientação interacional. 

Fabio Sampaio de Almeida, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,

Doutor em Linguística Aplicada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Letras, na área de concentração em Linguística, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e bacharel e licenciado em Letras Português/ Espanhol e respectivas literaturas pela mesma instituição. Atualmente é professor de língua portuguesa e espanhola do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) campus Petrópolis e Docente pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais (PPRER) e do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Filosofia e Ensino (PPFEN) da mesma instituição. Tem experiência na área de Linguística Aplicada, com ênfase em estudos do discurso, atuando principalmente nos seguintes temas: discurso, corporalidade e construção de identidades, relações étnico-raciais, linguagem e trabalho docente, gêneros do discurso e ensino, discursos midiáticos e produção de subjetividade.

Maria Cristina Giorgi, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,

Concluiu o DOUTORADO em Estudos da linguagem (Letras) pela Universidade Federal Fluminense em 2012 e MESTRADO em Linguística (Letras) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 2005. É graduada em Letras (Habilitação Português Espanhol) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Desde 2005, é professora do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, onde atua como professora do Ensino Médio e Técnico e dos programas stricto sensu em Relações Étnico-Raciaise Mestrado profissional em Filosofia e Ensino.Atual coordenadora do curso lato sensu Relações Étnico-Raciais e Educação na mesma instituição.

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Publicado

2020-09-09

Como Citar

Barreto Felix, N., Oliveira, T. de, Almeida, F. S. de, & Giorgi, M. C. (2020). O gênero poetry slam: reexistência e construção da identidade negra como um grito das vozes do sul. Revista Da Anpoll, 51(2), 208–217. https://doi.org/10.18309/anp.v51i2.1392

Edição

Seção

Gêneros textuais/discursivos, práticas de linguagem e vozes do sul em diálogo