As Formas Lógicas Dependem de Modelos Semânticos: as Sentenças Disjuntivas Ilusórias como Evidência

Miguel López-Astorga

Resumo


A teoria dos modelos mentais é capaz de explicar um amplo espectro de fatos relacionados à cognição. No entanto, pode-se pensar que o problema com essa teoria do ponto de vista linguístico é que ela ignora a forma lógica e, portanto, a sintaxe. Foi proposto que existem maneiras de vincular a teoria dos modelos mentais a estruturas formais. Contudo, permanece um problema em propostas desse tipo: a detecção de formas lógicas sempre parece depender de possibilidades icônicas como as suscitadas pela teoria mencionada, o que, por sua vez, parece significar que esse último arcabouço se refere a aspectos realmente básicos da cognição e da linguagem. Este artigo tenta mostrar que tudo isso está correto recorrendo a um exemplo que parece não ter sido estudado em profundidade a partir dessa perspectiva: o caso das sentenças ilusórias disjuntivas, ou seja, sentenças disjuntivas que as pessoas tendem a considerar verdadeiras e que na verdade não são.


Palavras-chave


Disjunção; Possibilidade Icônica; Ilusão; Forma Lógica; Semântica

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i51.1340

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