A Crítica do Progresso e do Trabalho Precário em La Vita Agra, de Luciano Bianciardi

Ana Maria Chiarini

Resumo


La vita agra, romance de forte caráter autobiográfico de Luciano Bianciardi,
publicado pela Rizzoli em 1962, pode ser caracterizado como uma crítica contundente ao
milagre econômico italiano, a bem-sucedida recuperação do pós-guerra em curso nos anos
Cinquenta e Sessenta na Itália. O narrador, que se muda para Milão com a missão terrorista de
vingar quarenta e três trabalhadores mortos em uma mina de carvão e acaba se tornando um
tradutor, tem muito a dizer sobre o mundo do trabalho, o consumo e as relações pessoais
numa grande cidade. Este texto se propõe a alinhar o romance à crítica do progresso, em
particular, a Walter Benjamin, e a evidenciar sua análise precursora da precarização do
trabalho nas últimas décadas.


Palavras-chave


Luciano Bianciardi; Progresso; Trabalho Precário

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i51.1337

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