Literatura e direitos humanos em É isto um homem?, de Primo Levi

Thaís Helena de Barros Neves Cavalcanti

Resumo


A proposta deste artigo é discutir as relações entre literatura e direitos humanos a partir das ideias de Antonio Candido, no texto O direito à literatura, e da obra de Primo Levi, É isto um homem?, publicada como testemunho da experiência nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. A análise, em um primeiro momento, concentra-se na presença do texto literário, mais especificamente a Divina Comédia de Dante Alighieri, na recordação do prisioneiro italiano, de modo a compreender a força humanizadora da literatura que se impõe como fundamental ainda em tempos sombrios. Nesse sentido, não apenas o conteúdo do discurso, mas também a forma engendrada pelo poeta, são vistos como significativos no processo de humanização colocado em marcha pela literatura. A seguir é tratada a questão da promoção dos direitos humanos pela obra literária do próprio Levi, que denuncia os horrores aos quais milhares de homens foram submetidos, em uma tentativa de impedir que fatos como esse se repitam nas gerações futuras.

Palavras-chave


Antonio Candido; Primo Levi; Direitos Humanos; Dante Alighieri

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i51.1297

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