Os Efeitos da Instrução com Alternância de Código no Aprendizado de L2: uma Síntese de Pesquisa

Daniel Reschke Pires

Resumo


A ideia de que o ensino de línguas deve ser feito exclusivamente na língua-alvo e de que os ‘falantes nativos’ são melhores professores ainda existe. Nesse contexto, há professores de língua que acreditam que a alternância de códigos é prejudicial ao aprendizado da língua-alvo, enquanto outros entendem que o uso da língua materna pode beneficiá-lo (Tian & Macaro, 2012). Buscando entender o que as pesquisas encontraram sobre os efeitos do ensino de línguas com alternância de código, realizamos uma síntese de pesquisa de estudos publicados entre 2008 e 2018. Nossas perguntas de pesquisa foram 1) quais são os efeitos da instrução com alternância de código no aprendizado de segunda língua? 2) este tipo de instrução leva a melhores resultados? e 3) quais são os contextos das pesquisas que investigaram a alternância de código e quem sãos seus participantes? Oito dos nove estudos encontrados apontam que a instrução com alternância de código obteve melhores resultados do que a instrução feita exclusivamente na língua-alvo, com efeitos positivos sendo reportados em todos eles. Assim, entendemos que a alternância de código não é necessariamente um sinal de falta de competência linguística e que ela não é prejudicial à aprendizagem de línguas.

Palavras-chave


Alternância de Código; Ensino de L2; Síntese de Pesquisa

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i51.1248

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