Noam Chomsky: um autor, duas imagens?

Roberto Leiser Baronas, Júlio Ântonio Bonatti Santos

Resumo


O presente artigo pretende analisar a construção da dupla imagem do autor Noam Chomsky, linguista e ativista político norte-americano, tendo como fundamento os pressupostos teóricos da análise do discurso, perquiridos pelo teórico francês Dominique Maingueneau, como as três instâncias que compõem o funcionamento da autoria (pessoa, escritor, inscritor) e as dimensões de regulação e gestão da obra de um autor. Analisa-se como os organizadores das obras de Chomsky, nas duas esferas distintas de circulação de seus textos, da
linguística e da crítica política, foram responsáveis por fazer emergir, principalmente por meio da cena genérica dos prefácios e introduções de seus livros, duas imagens distintas de um mesmo autor: um Chomsky duplo e um
Chomsky único. Nesse sentido, nos detemos sobre o ethos próprio dos respectivos campos do discurso que compreendem as cenas da enunciação das obras de Noam Chomsky, aqui adotadas como corpus documental, sobretudo com o intuito de entender como determinadas imagens desse autor foram construídas e legitimadas dentro da instituição da linguística e do ativismo político de formas distintas.

Palavras-chave


Discurso; Autoria; Cenas da enunciação; Ethos

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i45.1177

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