A nasalidade vocálica em espanhol: um estudo de percepção

Luciene Bassols Brisolara, Carmen Lúcia Barreto Matzenauer

Resumo


Este estudo propõe-se investigar a percepção da vogal /a/ do espanhol, em contextos nasais, por uruguaios, considerando que a nasalização vocálica tem natureza alofônica nesta língua e que, segundo Akerberg (1999-2000) e Herrero de Haro (2011), não é percebida por falantes nativos de espanhol. O corpus para a realização da pesquisa foi constituído de uma amostra de nove falantes nativos de espanhol, com idade entre 18 e 23 anos, moradores de Montevidéu e de Maldonado. Os participantes foram submetidos a quatro testes de percepção – três de discriminação e um de identificação –, criados no software TP especificamente para o presente estudo. A análise do processo de percepção da vogal baixa tomou como base os estudos de Boomershine et al. (2008) e Herrero de Haro (2011), incluindo tratamento estatístico dos resultados. A análise dos dados indicou que, mesmo alofônica, a nasalidade vocálica é percebida em determinado índice e, embora nunca alcance percentual pleno, a percepção mostra-se mais facilitada em testes de discriminação do que no teste de identificação. Os resultados também apontam que a acuidade desse tipo de percepção parece independer da tonicidade da sílaba que hospeda a vogal.


Palavras-chave


Espanhol como Língua Materna; Percepção; Nasalização vocálica; Alofonia

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i45.1102

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