A DESIGNAÇÃO DA SINGULARIDADE NO RESSOAR DO JOGO ENTRE A ESTRUTURA E O ACONTECIMENTO

Sandro Braga, Patrícia da Silva Meneghel

Resumo


Neste artigo discute-se a noção de estrutura e de acontecimento aproximando as perspectivas teóricas propostas por Gilles Deleuze, Michel Pêcheux e Michel Foucault. Além da desses autores, a noção de estruturalidade, de Derrida, é empreendia para a sustentação do argumento de que para existir uma estrutura é preciso haver, antes, o que o autor chama condições para a existência da estrutura, que neste artigo está sendo tratada como arquiestrutura, condição não só para a instauração da estrutura como também do enunciado, do acontecimento e da singularidade. Para isso, percorre-se o percurso teórico-metodológico no intento de pontuar o ingresso da subjetividade na linguagem a partir da perspectiva enunciativa e a abertura para os estudos do discurso. Na sequência, apresenta-se a proposta central deste trabalho buscando-se mostrar como a singularidade é designada no acontecimento que tem como ponto de emergência o enunciado fruto do ressoar da estrutura determinante. As discussões apontam a singularidade como o efeito de real, materializada no enunciado a partir do ressoar entre a estrutura e o acontecimento. Em outros termos, a singularidade está justamente na efetivação do acontecimento, atualizando-o em um contínuo incessante, mas, por outro lado, evadindo-se dele e se prolongando a outros acontecimentos descontínuos.

 

 

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Palavras-chave


Arquiestrutura; Estrutura; Acontecimento; Enunciado; Singularidade

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DOI: https://doi.org/10.18309/anp.v1i42.1030

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